2005/08/31

Limites e fronteiras na Relaçao Terapeutica

Imagine encontros casuais com clientes e pacientes: na rua, em centros comerciais, no ginásio, em acontecimentos sociais com amigos comuns ... algum nervosismo surge se nada foi dito e acordado antecipadamente sobre esta eventualidade. Não sabemos se dizer apenas "Olá" e seguir (este "Olá" é até desaconselhado nas escolas de inspiração psicodinâmica), ou se abrimos a conversa e a socialização, garantindo o sigilo profissional a que estamos obrigados: não revelar que este é um nosso paciente, nem deixar perceber temas e preocupações de que no ocupamos.

De facto diferentes clientes têm expectativas, atitudes e receios diferentes. Para uns o encontro provoca claramente ansiedade e desconforto, preferiam que não acontecesse. Para outros o encontro é uma surpresa agradável e desejável, alguns gostariam até de ser nossos amigos.

Como nos devemos situar então? Devemos mudar de passeio quando um paciente se aproxima, para lhe evitar o desconforto, facilitando o processo transferencial e a construção da imagem de um psicoterapeuta poderoso, omnipotente ( a perspectiva psicodinâmica)? Ou devemos ter uma atitude natural, um cumprimento simples, ou mais caloroso, mais aproximador?

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